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Capítulo 7
Libertação da Intoxicação Cerebral

Diálogos baseados no
Livro de Urantia

Livro Três
uma apresentação de
religião, filosofia e ciência unificadas
de acordo com a revelação nos
Documentos de Urantia
Libertação da Intoxicação Cerebral
    7.1  Internações e tratamentos involuntários
    7.2  Dependência química de drogas psico tóxicas
    7.3  Importância da informação correta
    7.4  Peter Breggin alerta sobre um tipo de droga

7.1  Internações e tratamentos involuntários

     Vítima: Eu preciso de ajuda. Eu fui involuntariamente internado e forçado a tomar drogas desabilitadoras do meu cérebro. Eu estou sendo constrangido. Sou obrigado a dormir em um lugar com cadeado. A minha comunicação, meu telefone e todos os meus pertences estão apartados de mim. Se eu me recuso a tomar as drogas deste "presídio" eles me dão drogas mais fortes que me dopam, e me tornam dependente químico delas. Eu preciso de ajuda. Socorro Jesus, me salva Senhor!

     Defensor: Tenho fé que a nossa maior salvação virá de Deus, Seu Filho e Seu Espírito, as três Pessoas da Trindade que vivem divinamente unificados com os Ajustadores dos Pensamentos residentes nas nossas mentes. Salvação em grego se escreve Σωτηρια e se pronuncia Soteria. Também acredito que as Casas Soteria podem ajudar neste caso.

7.2  Dependência química de drogas psico tóxicas

     Vítima: Sim, se houvesse uma Casa Soteria em nossa cidade seria de grande ajuda. Talvez um dia nós vamos edificar uma. Mas nesse momento eu preciso de ajuda prática na situação que estou vivendo.

     Defensor: Eu estou de todas as maneiras tentando te ajudar. Me fale mais sobre estas drogas que estão te forçando a tomar e te tornando dependente químico.

     Vítima: Este tipo de droga é diferente de outras drogas psico tóxicas e que intoxicam o cérebro. Todas as substâncias que eu chamo de drogas provocam um desequilíbrio bioquímico nos neurotransmissores do cérebro e do sistema nervoso. As drogas mais conhecidas por este nome, provocam uma euforia artificial e a vítima fica dependente química destas substâncias para ter o prazer químico artificial. Esta euforia artificial reforça seu comportamento de buscar a droga viciante.

     As drogas que eu estou falando provocam uma intoxicação cerebral, elas são citotóxicas e matam as células do cérebro nos anestesiando da dor. Porém ambas as drogas, as que viciam pelo prazer e as que viciam pela dor, nos tornam dependentes químicos. O "presídio", no qual eu estou involuntariamente, busca libertar os dependentes químicos das drogas de prazer e tornam dependentes químicos vítimas inocentes, com as drogas que provocam dor e tortura interior.

     Defensor: Mas como estas drogas citotóxicas, que estão te forçando a tomar involuntariamente, causam dependência química?

     Vítima: Elas te anestesiam a alma, ao invés de você resolver o problema da psique, você se torna dependente da droga anestesiante que te impede de perceber a dor, provoca desequilíbrios bioquímicos e uma crise de abstinência que é uma verdadeira tortura interior, capaz de induzir até comportamentos totalmente irracionais e violentos, que de fato foram causados por estas drogas anestésicas.

     A crise de abstinência destas drogas provoca uma ansiedade e irritabilidade interior que leva a necessidade compulsiva de se mover e pode ser sentida como uma tortura de dentro para fora. Você fica dependente químico deste tipo de droga porque não consegue parar de tomar esta espécie de substância anestésica e enfrentar a dor.

7.3  Importância da informação correta

     Defensor: Qual a solução? Como posso te ajudar a sair desta situação terrível?

     Vítima: Os indivíduos neste "presídio" cheio de cadeados, no qual eu estou praticamente incomunicável, são pessoas bem intencionadas, porém elas estão mal informadas sobre estas drogas que sufocam o cérebro. Por isso, a informação correta e verdadeira é o que pode ajudar a mim e todas as vítimas destas drogas cito tóxicas anestésicas que nos dopam e nos tornam dependentes químicos devido a tortura interior que advém quando paramos de tomá-las sem entender a crise de abstinência de dor interior que elas provocam.

     Um médico, terapeuta ou familiar bem informado pode me ajudar. Existem livros que descrevem cientificamente o que estas drogas causam e como enfrentar as reações de abstinência que advém quando o consumo é alterado abruptamente. É muito importante que as pessoas, que enfrentam crises existênciais e conflitos mentais, busquem resolver os problemas psicológicos com o funcionamento pleno da própria mente, e não com drogas anestésicas.

     Estas drogas anestésicas apenas adiam a resolução do problema psicológico original e causam um problema adicional. Após seu uso, além de termos que resolver o sofrimento mental que originou a crise, temos que lhe dar com a crise de abstinência da droga que nos dopou, anestesiou e nos tornou insensíveis a dor.

     Para enfrentar a crise de abstinência a solução, proposta por médicos cientistas verdadeiros, é planejar bem a retirada e ir devagar. A vítima da desinformação, que se tornou involuntariamente usuária e dependente química destas drogas, precisa ser o centro deste processo de diminuição do consumo. A retirada deve ser centrada no paciente. Basicamente ele precisa conhecer os sintomas da abstinência e ser o sujeito que determina a velocidade da diminuição do consumo destes químicos que provocam dor e "tortura de dentro para fora" durante a sua retirada.

     Vamos supor que a vítima dos "traficantes" destas drogas psico tóxicas disfarçadas, esteja tomando uma determinada dose de um tipo destes entorpecentes. A primeira atitude é se informar. Existe um livro inteiro, disponível na Internet, que explica cientificamente este problema e a maneira segura de resolvê-lo. E assim meu defensor, eu conheço este livro, escrito por um médico, o qual realmente vai me ajudar.

7.4  Peter Breggin alerta sobre um tipo de droga

     Defensor: Qual o nome deste médico, e o título deste livro, que pode nos salvar destas drogas intoxicadoras do cérebro? Como eu posso ajudar?

     Vítima: Eu te peço: com todas as suas energias procure pessoas que conheçam o livro, do médico psiquiatra Peter R. Breggin, entitulado "As Drogas Psiquiátricas podem Ser o Problema".

     Defensor: Este livro está na Internet traduzido para o português. O livro completo no Formato Portátil de Documento (PDF) está no próximo link: As Drogas Psiquiátricas podem Ser o Problema.

     A seguir eu selecionei um trecho deste livro no qual o médico psiquiatra, Peter R. Breggin, inicia um capítulo que aconselha:

Capítulo 7 - Planeje a Redução da Droga Psiquiátrica

     Podemos resumir o caminho mais prudente e sensato de parar de tomar drogas psiquiátricas em uma sentença curta: planeje bem a retirada e vá devagar. Independentemente da droga que você esteje usando e dos problemas que ela pode ter criado em sua vida, uma retirada bem planejada e gradual tem as melhores chances de ser bem sucedida. Por outro lado, uma retirada não planejada e abrupta aumenta o risco de grandes dificuldades e pode levá-lo à retornar, de forma igualmente não planejada, a tomar estas drogas.

     Neste capítulo, oferecemos um programa, de retirada das drogas psiquiátricas, que é racional e centrado na pessoa. Por "racional", queremos dizer que ele repousa em princípios e evidências clínicas fortes. Por "centrado na pessoa", queremos dizer que ele procura ajudar os indivíduos à se encarregarem do processo de retirada. Qualquer um que esteja considerando sair das drogas psiquiátricas, ou aconselhar um parente, um amigo, um cliente, ou um paciente sobre esta questão, deve ler este capítulo cuidadosamente. No Capítulo 8, nós discutiremos o processo real de reduzir o consumo destas drogas até zero. Então, no Capítulo 9, nós revisaremos as reações de abstinência específicas associadas com vários tipos de drogas psiquiátricas. No Capítulo 10, discutiremos como ajudar sua criança à sair destas drogas.

     Vítima: Gratidão a ti que ouviu meus pedidos e agiu em minha defesa. Vou reler estes capítulos do livro do doutor Peter Breggin. Nós somos leigos neste assunto, porém podemos nos informar e basear nosso conhecimento na obra deste médico psiquiatra cuja breve biografia é a seguinte:

Peter R. Breggin, M.D.

     Peter R. Breggin, M.D. tem sido chamado de a "consciência da psiquiatria" por seus esforços para reformar o campo da saúde mental, incluindo a sua promoção abordagens psicoterapêuticas de cuidado e sua oposição à escalada de uso excessivo de medicamentos psiquiátricos, o opressivo diagnóstico e prescrição de drogas psiquiátricas para crianças, eletrochoque, lobotomia, tratamento involuntário, e falsas teorias materialistas21.

     Dr. Breggin tem praticado psiquiatria em consultório próprio desde 1968, primeiro na área de Washington, D.C., e agora em Ithaca, Nova York. Em sua prática de terapia, ele orienta indivíduos, casais e crianças com suas famílias. Como psicofarmacologista clínico, ele oferece consultas e atua como um especialista médico em processos legais de responsabilidade criminal, de má prática e de produtos, muitas vezes envolvendo os efeitos danosos das drogas psiquiátricas. Ele tem sido um especialista em casos marcantes envolvendo os direitos dos pacientes.

     Desde 1964 Dr. Breggin escreveu dezenas de artigos científicos e aproximadamente vinte livros. Alguns de seus muitos livros incluem "Toxic Psychiatry [Psiquiatria Tóxica]" [1], "The Heart of Being Helpful [O Coração do Ser Ajudante]" [2], "Talking Back to Ritalin [Falando em Retrospectiva da Ritalina]" [3], "The Antidepressant Fact Book [O Livro de Fatos sobre os Antidepressivos]" [4], e com co-autoria de Ginger Breggin, "Talking Back to Prozac [Falando em Retrospectiva do Prozac]" [5] e "The War Against Children of Color [A Guerra Contra as Crianças de Cor]" [6]. Seu próximo livro, "Medication Madness: 55 True Stories of Mayhem, Murder and Suicide Caused Psychiatric Drugs [Loucura Medicamentosa: 55 Estórias Verdadeiras de Mutilação, Assassinato e Suicídio Causados por Drogas Psiquiátricas]", será publicado no início de 2008.

     Em vários estágios de sua carreira ele esteve décadas à frente de seu tempo, alertando sobre os perigos da lobotomia, eletrochoque e, mais recentemente, o suicídio e violência induzidos por antidepressivos, bem como muitos outros riscos recentemente reconhecidos associados às drogas psiquiátricas. Dos jornais "New York Times" e "Wall Street" até "Times" e "Newsweek", e de "Larry King Live" e "Oprah a 60 minutos e 20/20", seu trabalho tem sido coberto por grandes meios de comunicação em todo o mundo.

     Em 1972 Dr. Breggin fundou o Centro Internacional para o Estudo de Psiquiatria e Psicologia (www.ICSPP.org). Originalmente organizado para apoiar sua campanha bem sucedida para impedir o ressurgimento da lobotomia, ICSPP tornou-se uma fonte de apoio e inspiração para profissionais de mentalidade renovada e pessoas leigas que desejam elevar os padrões éticos e científicos no campo da saúde mental. Em 1999 ele e sua esposa Ginger fundaram o jornal científico de revisão de pares do ICSPP: "Ethical Human Psychology and Psychiatry [Psiquiatria e Psicologia Humana Ética]". Em 2002, eles selecionaram profissionais mais jovens para assumir o centro e o jornal, embora o Dr. Breggin continue a participar em actividades do ICSPP.

     A formação e experiência do Dr. Breggin inclui o "Harvard College [Colégio de Harvard]", "Case Western Reserve Medical School", professor auxiliar na "Harvard Medical School [Escola Médica de Harvard]", três anos de formação em residência de psiquiatria, dois anos no staff do "Instituto Nacional de Saúde Mental [National Institute of Mental Health (NIMH)]", e cargos de ensino diversos, incluindo o "George Mason University Institute for Conflict Analysis and Resolution [Instituto da Universidade de George Mason para Análise e Resolução de Conflitos]" e o Departamento de Aconselhamento da Universidade Johns Hopkins.

     Dr. Breggin website é www.breggin.com.

Referências Bibliográficas

[1]
Breggin, P.R. (1991). Toxic Psychiatry: Why Therapy, Empathy and Love Must Replace the Drugs, Electroshock and Biochemical Theories of the `New Psychiatry' [Psiquiatria Tóxica: Por Que a Terapia, Empatia e Amor Devem Substituir as Drogas, Eletrochoque e as Teorias Bioquímicas da `Nova Psiquiatria']. New York: St. Martins Press.
[2]
Breggin, P.R. (1997b). The Heart of Being Helpful: Empathy and the Creation of a Healing Presence [O Coração do Ser Ajudante: Empatia e a Criação de uma Presença Curativa]. New York: Springer.
[3]
Breggin, P. R. (2001a). Talking Back to Ritalin [Falando em Retrospectiva da Ritalina], edição revisada. Cambridge, M.A.: Perseus Books.
[4]
Breggin, P.R. (2001b). The Antidepressant Fact Book [O Livro de Fatos sobre os Antidepressivos]. Cambridge, M.A.: Perseus Books.
[5]
Breggin, P.R., & Breggin, G. (1994). Talking Back to Prozac: What Doctors Aren't Telling You About Today's Most Controversial Drug [Falando em Retrospectiva do Prozac: O Que Os Médicos Não Estão Te Dizendo sobre as Drogas Psiquiátricas Mais Controversas de Hoje em Dia]. New York: St. Martin's Press.
[6]
Breggin, P.R., & Breggin, G. (1998). The War Against Children of Color: How the Drugs, Programs, and Theories of the Psychiatric Establishment are Threatening America's Children With a Medical `Cure' for Violence [A Guerra Contra as Crianças de Cor: Como as Drogas, Programas e Teorias do Estabelecimento Psiquiátrico estão Ameaçando as Crianças da América com uma `Cura' Médica para Violência]. Monroe, Maine: Common Courage Press.
[7]
Wesson, Paul S. (1999) "Space - Time - Matter" - "Modern Kaluza-Klein Theory". World Scientific Publishing Co. Re. Ltd. Singapore, 1999.
[8]
Wilber, Ken. (2000a) "Psicologia Integral - Consciência, Espírito, Psicologia e Terapia". Título original "Integral Psychology". Editora Pensamento-Cultrix Ltda. Primeiro ano do terceiro milênio (2000).

Notas de Rodapé:

21 NT: As pseudo-teorias que justificam a prescrição de drogas psiquiátricas para seres humanos se embasam em conceitos doentiamente materialistas a respeito das pessoas. Na verdade é a pessoalidade humana que unifica todos os fatores associados de individualidade: o corpo, a mente, a alma e o espírito. As teorias psiquiátricas materialistas não reconhecem nem fazem um discernimento dos valores do espírito, dos significados da mente e dos fatos do corpo material que são unificados pela pessoalidade humana. São os ciclos vitais de expansão e contração, entre a semente e o ventre do todo, que movimentam as energias interiores e exteriores. A vida anima as energias - material, mental e espiritual - dos seres vivos. Por isso, as teorias psiquiátricas materialistas não merecem nem ao menos serem chamadas de biológicas ou vitais, pois prejudicam a vitalidade criativa natural dos seres humanos e não reconhecem a essência espiritual da vida.